Proposta interessante, tudo muito belo (assim como coisas novas quase sempre são), tudo muito promissor (assim como quase toda proposta política), mas por quê trocar 53Km de uma rodovia já existente, merecendo apenas uma requalificação, por uma nova de 77Km e que passaria a ser cobrado pedágio?! O que os órgãos de fiscalização têm a dizer?! Até agora não vi o Crea (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) se pronunciar, pelo visto devem estar "ocupados" com os "viadutos da Agamenon"... "Obras!" "Obras!" "Obras!" Puff! Esses desenvolvimentistas... Sempre querendo "novas" construções, ao invés de cuidar das existentes...


Uma obra mais que necessária

05/11/2012

Governo espera concluir em 2014 o primeiro trecho do Arco Metropolitano, projeto que deve desafogar o trânsito da RMR

Giovanni Sandes

O governo Eduardo Campos decidiu tirar do papel seu maior e mais ousado projeto rodoviário, o Arco Metropolitano, uma nova rodovia de 77 quilômetros estimada em R$ 1,21 bilhão. O Arco será uma via expressa e pedagiada que funcionará como alternativa rápida ao estrangulado trecho urbano da BR-101. Sua função prioritária será agilizar o transporte das cargas que hoje sufocam o trânsito do Grande Recife. Ao retirar boa parte dos caminhões e carretas da BR-101, o Arco vai desafogar a rodovia federal. O governo trabalha para entregar a primeira de três partes da obra até 2014.

O projeto, conhecido formalmente como Arco Viário da Região Metropolitana do Recife (RMR), há anos é acalentado pelo governo. Porém, em junho de 2011 o Estado autorizou um consórcio de empresas privadas a assumiu os estudos. O consórcio já entregou os resultado e, há pouco mais de uma semana, deu início ao licenciamento ambiental da obra.

O Arco ligará a BR-101 norte (em Igarassu, perto da Nobel) à BR-101 sul, na rotatória do Hospital Dom Helder. A ideia é inspirada no Rodoanel de São Paulo e no Arco Metropolitano do Rio de Janeiro: criar um contorno expresso ao adensado núcleo metropolitano.

Os estudos ficaram bem abaixo do primeiro orçamento do Arco, de R$ 1,8 bilhão, e foram conduzidos pela Odebrecht Transport, recorrente investidora no setor de infraestrutura de Pernambuco, em sociedade com a Invepar e a Queiroz Galvão. A proposta é criar uma rodovia com pagamento de pedágio, a terceira no Estado, porém a primeira de grandes proporções.

O consórcio propôs uma parceria público-privada (PPP), um modelo de contrato que terá duas fontes de recursos: o pedágio e uma contraprestação pública periódica do governo.

O Estado contratou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para analisar os dados e fechar a equação financeira: calcular o preço do pedágio e o custo para o Estado. Mas a decisão de construir o Arco já foi tomada, dizem os secretários de Governo, Lauro Gusmão, e de Desenvolvimento Econômico, Frederico Amâncio.

Não temos um cronograma montado. Mas o governador já se manifestou sobre o assunto. Ele gostaria de ver parte da rodovia funcionando já em 2014. O prazo é apertado, mas gostamos de desafios, diz Amâncio.

Frederico explica como o Arco foi concebido para separar o tráfego urbano da BR-101 e as pesadas cargas que entram e saem do Complexo Industrial Portuário de Suape.

Apenas como exemplo, as peças das gigantes torres para geração de energia eólica produzidas no polo industrial, com até 28 metros de comprimento cada, depois que saem das fábricas precisam encarar em Abreu e Lima um trânsito caótico de carros de passeio, pedestres, bicicletas e carroças, com tantos imóveis em área irregular que até a prefeitura tem calçada às margens da BR-101.

Nessa confusão, grandes importadores como Volkswagen e GM, veículos que apenas vão cruzar Pernambuco e os ônibus e carros de quem vive na área metropolitana se juntam nos engarrafamentos diários da BR-101 urbana.

Segundo Frederico Amâncio, o trabalho é para concluir a engenharia financeira do Arco ainda este ano. É o que falta para o governo lançar a consulta pública do projeto, última legal do Arco ser licitado.

Pedágio previsto já para a 1 etapa

Apenas um trecho dos três que vão compor o Arco Metropolitano já vai nascer com a cobrança de pedágio e pista duplicada. Será o chamado trecho sul, com 24 quilômetros de ligação entre Suape e a BR-232, o mesmo que o governo espera deixar pronto até 2014.

A concessionária que vier a assumir a construção da rodovia, sua operação e manutenção por 30 anos vai prestar os mesmos serviço nos 77 quilômetros de pista, que por contrato serão construídos em 36 meses. É o que afirma o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) da rodovia apresentado à Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH) pelo consórcio da Odebrecht Transport, Queiroz Galvão e Invepar.

De acordo com o Rima, as projeções de tráfego não mostram a viabilidade financeira de construir todo o Arco Metropolitano já com duas faixas de rolamento. A duplicação só ocorrerá caso haja demanda para o pesado investimento.

O trecho sul do Arco Metropolitano tem as maiores projeções de tráfego. No seu primeiro ano de funcionamento, por exemplo, estão previstos 7.085 veículos por dia.

No trecho oeste, com 20 quilômetros entre a BR-232 e a BR-408, o primeiro ano teria 1.755 veículos diários e o trecho norte, da BR-408 até a BR-101 norte, apenas 76 veículos por dia.

Mas os números podem mudar, até porque a oeste e ao norte surgiram dois novos importantes polos de desenvolvimento. A oeste, para além do entorno da Cidade da Copa, em São Lourenço da Mata, um núcleo industrial começou a ser criado em Vitória de Santo Antão, onde estão fábricas como a da Sadia. E ao norte será implantado o polo automotivo ancorado pela fábrica de R$ 4 bilhões da Fiat.

Secretário de Desenvolvimento Econômico, Frederico Amâncio afirma que o governo estadual investiu em outras rodovias importantes para Pernambuco, como a duplicação das BRs 408 e 104, na Zona da Mata e no Agreste.

“Mas é preciso reconhecer que o Arco, respeitada a importância dessas outras obras, tem um impacto muito maior, porque terá impactos na logística e mobilidade de toda a região metropolitana”, comenta o secretário.



JORNAL DO COMERCIO

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